Obama- Mais do Mesmo em que Podemos Acreditar

Eu apoio completamente a candidatura do Mitt Romney para a presidência dos Estados Unidos da América. E apoio-o porque esta eleição não vai mudar virtualmente nada. Os chefes da CIA, da NSA, e das demais agências de ‘inteligência’ criminosas vão permanecer os mesmos. O chefe do exercito Americano vai permanecer. Os dois apoiam o uso de drones não pilotados. Os dois apoiam a NDAA. Os dois apoiam os resgates dos bancos. Os dois querem invadir o Irão. Os dois querem ou já praticam uma guerra contra o Islão. Não existem diferenças profundas, somente diferenças menores. E desde que o sistema vai permanecer exactamente igual, é melhor eleger um representante do sistema que seja tão visivelmente detestável quanto o próprio sistema. E a pessoa indicada para este efeito é o Mitt Romney. O Obama não faz nada mais do que dar uma cara dócil ao imperialismo, é uma máscara em que todos podemos acreditar. É isso que os apoiantes de Obama não percebem. Ele faz com que o imperialismo seja mais aceitável para o público por causa da sua grande capacidade retórica assim como pela cor da sua pele. Mas as suas acções do seu regime falam por si mesmo- prometeu acabar as guerras no Afeganistão e no Iraque, mas acabou por perpetuar e reforça-las. Invadiu a Líbia de maneira escondida, e está a fazer o mesmo na Síria, financiando e apoiando os ‘rebeldes’ Sírios. Promove acções de agressão contra o Paquistão, e começou operações militares Americanas na Costa do Marfim e na Uganda. O Obama não passa de um fantoche. Como porta-voz de um sistema detestável sobre o qual ele não tem virtualmente poder nenhum (que nem sequer escreve os próprios discursos, e que não consegue discursar sem ser ajudado por um telé-ponto), não passa de um porta-voz da morte, da destruição, do roubo, da usurpação, da mentira e das promessas quebradas- ele faz com que o assassinato pareça respeitável e com que a mentira passe por verdade. Concerteza o Romney terá uma menor capacidade para o fazer. O Romney é a cara detestável que o sistema detestável merece.

Comparando as contribuições para as campanhas de George W. Bush (2004), de Barack Obama (2008) e Mitt Romney (2012) vemos a que ponto os três são financiados ou pelas mesmas agências ou por empresas dos mesmos sectores económicos
Uma comparação dos contribuintes para as campanhas de Mitt Romney e de Barack Obama demonstra contribuintes comuns, assim como vemos que os dois são apoiados principalmente por bancos e fundos de investimento

João Silva Jordão