Abu Hamza é um alegado terrorista Islâmico da Grã-Bretanha que ganhou notoriedade pelos seus discursos inflamados, apelando, entre outras coisas, à violência contra não-muçulmanos. Há cerca de uma década que é uma figura nacionalmente conhecida no Reino-Unido, precisamente por ser o tipo de indivíduos que dá má fama à comunidade Islâmica, confirmado através da sua atitude e discurso a narrativa daqueles que veiculam uma imagem negativa do Islão, narrativa que beneficia sobretudo a industria de segurança e militar dos países Ocidentais, providenciando uma razão para inflacionar os mecanismos de repressão e vigilância internos, ao mesmo tempo dando legitimidade às invasões e operações militares Ocidentais pelo mundo Islâmico fora.

Porém muitos na comunidade Islâmica têm vindo a comunicar profundas suspeitas para com personagens como Abu Hamza, acusando-os de serem de facto agentes duplos que recebem ordens e remuneração dos serviços secretos Ocidentais. Estas suspeitas, muitas vezes ridicularizadas como sendo simples teorias de conspiração, acabam de serem confirmadas no caso de Abu Hamza, cujo advogado recentemente revelou que este tem trabalhado com grande proximidade com a principal agência de serviços de inteligência do Reino-Unido, o MI5, agência conhecida na cultura popular como sendo a empregadora do agente secreto mais conhecido do mundo, a personagem semifictícia James Bond.

O conceituado jornal Britanico ‘The Independent‘ confirmou estas revelações a 7 de Maio de 2014:

“Abu Hamza ‘Estava Secretamente a Trabalhar com o MI5’ de Forma a ‘Manter as Ruas de Londres Seguras’

Pregador islâmico radical ajudou a polícia britânica e serviços de inteligência a ‘aliviar as tensões com a comunidade muçulmana’, segundo alegações do seu advogado

Uma ilustração de Abu Hamza durante o seu julgamento num tribunal de Nova Iorque
Uma ilustração de Abu Hamza durante o seu julgamento num tribunal de Nova Iorque

Abu Hamza, o pregador islâmico radical famoso pelos seus sermões cheios de ódio, estava na realidade a trabalhar secretamente com os serviços de inteligência Britânicos ‘para manter as ruas de Londres seguras’ ao ‘esfriar os ânimos mais exaltados’, segundo afirmações do seu advogado em um tribunal dos EUA.

Segurando o que ele (o advogado) afirma serem relatórios da Scotland Yard, Joshua Dratel descreveu o membro do clero como um ‘intermediário’, que cooperou com MI5 e a polícia para tentar acabar com os raptos de reféns estrangeiros e de forma a aliviar as tensões com a comunidade muçulmana na Grã-Bretanha.

A admissão extraordinária vai alimentar teorias de conspiração que ele foi autorizado a pregar o ódio sem ser preso por tanto tempo no Reino Unido precisamente porque estava a trabalhar com as autoridades de segurança.

A ilustração (do advogado de Abu Hamza) do imam Egípcio com o temperamento exaltado apresentou uma imagem muito diferente daquela previamanete apresentada por procuradores, que o acusaram de operar uma rede global de terror a partir da mesquita de Finsbury Park, no norte de Londres…”

O artigo completo na sua língua original pode ser acedido aqui.