Nota da Casa das Aranhas: Esta publicação vem rectificar e substituir a publicação intitulada  “Maçonaria Francesa Infiltra e Subjuga Maçonaria Portuguesa”, o conteúdo da qual foi retirada pelo facto de ter sido trazido à atenção da Casa das Aranhas que a denúncia nela publicada era incorreta e portanto difamatória. A Casa das Aranhas pede então as suas mais sinceras desculpa aos visados pela falsa denúncia. Em vez da falsa denúncia, segue-se a divulgação e análise de documentos internos altamente sensíveis da maçonaria Francesa e Portuguesa.

Ao contrário de muitas das caracterizações mais comuns da Maçonaria que a acusam de ser uma estrutura monolítica cuja intenção é o domínio global, esta é sobretudo uma estrutura descentralizada, caótica e cheia de intrigas internas. Documentos internos aqui revelados demonstram os conflitos internos e as relações hierárquicas internacionais cuja compreensão é essencial para podermos perceber o mundo da Maçonaria.

Em Maio de 2011 a Grande Loja Simbólica de Portugal obtém uma importante patente da parte da Ordem Internacional do Ritual Antigo e Primitivo de Memphis Misraim, disponível na integra aqui:

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Fonte: Patente da Loja Simbólica de Portugal de Memphis-Misraim

Porém, logo depois de conceder a tão cobiçada patente, a mesma Ordem internacional tenta submeter a Grande Loja Simbólica de Portugal a uma administração provisória externa, alegando que o Grão-Mestre da Loja Simbólica não tem o grau maçónico suficientemente alto para a liderar:

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Fonte: Declaração de Administração Provisória

É depois, já em 2015, assinado um importante tratado entre a Grande Loja Simbólica de Portugal e o Grande Oriente de França, esta ultima, a mais importante obediência maçónica do mundo.

Screen Shot 2016-09-19 at 16.09.51 (2).pngScreen Shot 2016-09-19 at 16.13.33 (2).pngFonte: Tratado Maçónico entre a Loja Simbólica e o Grande Oriente de França

Segue-se depois uma tentativa de invalidação do tratado maçónico, pela parte de Willy Raemakers, o Grande Mestre Mundial da Ordem Internacional do Ritual Antigo e Primitivo de Memphis Misraim:

Screen Shot 2016-09-19 at 16.20.42 (2).pngFonte: Tentativa de Invalidação do Tratado Maçónico

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Willy Raemakers, tentou depois quebrar a aliança entre o Grande Oriente de França e a Grande Loja Simbólica de Portugal, sem sucesso

 

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Daniel Keller, Grão Mestre do Grande Oriente de França, decidiu em favor da Loja Simbólica de Portugal

Não tendo conseguido quebrar a aliança entre o Grande Oriente de França e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o Grande Mestre Mundial da Ordem Internacional do Ritual Antigo e Primitivo de Memphis Misraim emite então um documento em que acusa o Grão-Mestre da Loja Simbólica de Portugal, Pedro Rangel, de várias transgressões, nomeadamente, de quebrar importantes estatutos maçónicos:

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Fonte: Separação do Ritual de Memphis Misraim e da Grande Loja Simbólica de Portugal

O maçom João Pedro Rangel Costa Martins saiu vitorioso da disputa com os líderes do Ritual de Memphis-Misraim, preservando o importante reconhecimento da mais influente loja maçónica a nível mundial, o Grande Oriente de França, estabelecendo assim a Loja Simbólica de Portugal como uma força legítima no mundo maçónico a nível nacional e internacional.

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João Pedro Rangel Costa Martins, Grão-Mestre da Loja Simbólica de Portugal

Autor: João Silva Jordão